Cuidando dos Olhos

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 285 milhões de pessoas no mundo são deficientes visuais. Desse total, 39 milhões são cegas.
O que mais chama a atenção é que 80% desse total de deficientes visuais são de causas evitáveis, ou seja, se essas pessoas tivessem recebido um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, elas poderiam estar fora dessa estatística.
Por isso, os cuidados com a saúde ocular e o atendimento rotineiro por um médico oftalmologista, são formas saudáveis de proteger a visão em todas as fases da vida, especialmente na terceira idade.
Ainda segundo relatório da OMS, 82% das pessoas cegas têm mais de 50 anos de idade. Isso porque, as principais causas de deficiência visual são erros de refração, catarata e glaucoma.
Dentre os principais problemas de visão com grande incidência entre pessoas com mais idade, destacam-se a catarata senil, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

A Importância da consulta

A tecnologia tomou conta da sociedade, difícil é ver alguém que não tenha um equipamento a sua disposição. Isso tudo exige do usuário uma boa visão, de forma geral sempre foi um dos sentidos mais valorizados, mas atualmente tem sido mais exigido.

Ficar cego é apontado pelas pessoas como um dos maiores medos. Se outrora a cegueira era uma fatalidade, hoje, na maioria dos casos, ela pode ser evitada graças aos avanços científicos e tecnológicos da Oftalmologia – a especialidade médica que se dedica aos cuidados com a visão.

Conheça um pouco mais sobre sua visão e sobre a importância de manter seus olhos sob os cuidados de um médico, que dedicou pelo menos nove anos de sua formação – entre os seis anos da faculdade de Medicina e os três da especialização – para cuidar dos seus olhos: seu Oftalmologista.

Conhecendo o olho humano

Nossos olhos são formados por estruturas bem pequenas e delicadas. Na parte anterior, temos a córnea, que é um tecido transparente que recobre a porção colorida dos olhos, a chamada íris.

Já a pupila é o orifício da íris (conhecida como “menina dos olhos”). O cristalino é uma lente natural que possuímos dentro dos nossos olhos, situado atrás da íris.

Banhando estas estruturas, há um líquido denominado humor aquoso.

A porção posterior do olho é constituída basicamente pela retina, que é um tecido que abriga as células responsáveis pela visão e o nervo óptico, que conduz as informações visuais para serem interpretadas no cérebro.

Esta porção posterior é preenchida por outro líquido, gelatinoso, chamado humor vítreo.

O tecido branco que envolve todo o globo ocular é chamado de esclera.

Cuidados com a saúde ocular

  • Em cada fase da vida, os cuidados com a saúde ocular e o atendimento por um médico oftalmologista são importantes como forma de proteger a visão.
  • Rubéola e toxoplasmose podem causar cegueira e problemas neurológicos na criança.
  • A visão se desenvolve até os cinco anos de idade. Por isso, é muito importante que problemas de visão sejam tratados quanto antes.
  • O Teste do Olhinho é capaz de detectar, entre outros problemas, catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma.
  • Com o início da vida escolar, também é possível perceber a presença de problemas refrativos que podem prejudicar o aprendizado.
  • Se o bebê lacrimeja muito, tem mancha branca na menina dos olhos, o formato dos olhos anormalmente grandes, ou ainda não suporta a claridade, deve ser levado ao oftalmologista.
  • Queixas, como sensação de vista cansada, coceira nos olhos, dificuldade para focalizar imagens e lacrimejamento, são as mais comuns em adultos que procuram o atendimento oftalmológico.
  • Durante a adolescência e a puberdade, com frequência são diagnosticados os problemas refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia).
  • As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as demais. Para manter a visão, diabéticos devem passar rotineiramente por uma consulta oftalmológica.
  • Os sintomas do glaucoma costumam aparecer em fase avançada. Se a doença não for tratada, pode levar à cegueira. Por isso, o exame oftalmológico anual, preventivo, é fundamental para detecção e tratamento precoce.
  • Aproximadamente 85% das cataratas são classificadas como senis, com maior incidência na população acima de 50 anos.
  • A DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade) causa baixa visão central dificultando principalmente a leitura. Os danos à visão central são irreversíveis, mas a detecção precoce e os cuidados podem ajudar a controlar alguns dos efeitos da doença.

Defeitos visuais mais conhecidos

Miopia

Quem tem miopia vê as imagens embaçadas (principalmente o que está longe), porque seu globo ocular é maior que o normal e as imagens são formadas antes da retina.

 Hipermetropia

Quem tem hipermetropia também vê as imagens fora de foco, mas, neste caso, porque seus olhos são menores que o normal e as imagens são formadas atrás da retina, e não sobre ela como seria o normal.

 Astigmatismo

Quem tem astigmatismo apresenta um defeito na curvatura da córnea, o que gera uma imagem distorcida.

Presbiopia

A presbiopia, também conhecida como “vista cansada”, é um defeito visual que surge com o envelhecimento e causa dificuldade para a visão de perto (leitura, trabalhos manuais etc).

Todos esses defeitos visuais são facilmente corrigidos com lentes (óculos ou lentes de contato) ou em alguns casos com cirurgias. Mas, para estabelecer qual a melhor solução para cada paciente, é fundamental a avaliação criteriosa do médico oftalmologista.

Colírios

O colírio é um medicamento de uso tópico (para ser aplicado, e não para ser ingerido) especialmente desenvolvido para os olhos e pálpebras.

Os principais tipos de colírios são: antibióticos, anti-inflamatório hormonal (com corticoide) e não hormonal (sem corticoide), antialérgico, vasoconstritor, lubrificante, antiglaucomatoso (para tratamento de glaucoma) e os anestésicos.

Como acontece com outros medicamentos, que têm diferentes finalidades e ações sobre nosso organismo, o colírio é um medicamento com uso bastante específico. Por isso a crença de que o colírio que serve para uma pessoa serva para outra é muito perigosa, ou ainda que usar colírio sem indicação do médico não traz nenhum problema aos olhos.

Atenção!

  • Colírios usados para clarear os olhos podem apresentar como efeito colateral o aumento da vermelhidão dos olhos após seu efeito, o que pode causar dependência do produto para manter os olhos menos vermelhos;
  • Colírios com corticoides não devem ser usados sem prescrição médica, e limitando-se ao uso recomendado pelo oftalmologista, pois podem provocar o surgimento de doenças oculares como catarata e glaucoma;
  • Colírios antibióticos, usados por tempo prolongado, aumentam a predisposição de infecções de difícil tratamento;
  • Se o colírio que você está usando não produz alívio dos sintomas apresentados, entre em contato com seu oftalmologista.

Cuidados antes da aplicação:

  • Lave bem as mãos. Com isso você evita a contaminação dos olhos e do frasco de colírio;
  • Confira a embalagem: o medicamento que você pegou é realmente o colírio receitado? Muitas vezes as embalagens são iguais, mas os medicamentos têm ações muito diferentes;
  • Confira a validade do colírio: qualquer medicamento fora do prazo de validade pode trazer danos à saúde;
  • Agite bem, se na bula houver alguma instrução para fazê-lo. Alguns medicamentos estão em suspensão e precisam ser sacudidos para garantir a dosagem correta.

Como aplicar:

  • Puxe delicadamente a pálpebra inferior para baixo com o dedo indicador. Assim, você formará uma “bolsa”, para receber o colírio;
  • Erga um pouco a cabeça, olhando para cima;
  • Pingue uma gota cheia do colírio na bolsa formada ao puxar a pálpebra inferior para baixo;
  • Não encoste o bico do conta-gotas nos cílios, nas pálpebras ou nos olhos, para evitar que o frasco fique contaminado com bactérias;
  • Depois de cada gota instilada, pressione por cerca de um minuto o canto interno do olho (próximo ao osso do nariz), ou feche os olhos suavemente por 2 minutos. Com isso, você evita que o colírio escorra e aumenta o seu efeito;
  • Antes de abrir seus olhos, seque com um lenço lágrimas e gotas não absorvidas;
  • Retire as lentes de contato antes de usar colírio que não seja indicado para uso específico com elas, e só coloque-as novamente depois de 15 minutos da instilação do colírio. Se o tratamento for com pomadas não use lentes.

Dicas importantes:

  • Para evitar contaminação, o mesmo frasco de colírio não deve ser usado por mais de uma pessoa;
  • Se seu oftalmologista prescrever dois ou mais colírios diferentes, dê um intervalo de 15 minutos entre eles para que cada um possa fazer seu efeito;
  • Siga as instruções da bula para armazenamento do colírio. Alguns precisam ser guardados em geladeira, mas a maioria só requer local fresco, seco e protegido da luz;
  • Alguns colírios podem ser muito perigosos, se usados sem receita médica. Não siga sugestões de vizinhos, parentes ou vendedores;
  • Colírios, como outros medicamentos, podem causar efeitos colaterais, como alucinações, crises de bronco espasmo (falta de ar), alteração de batimentos cardíacos, tontura, desmaios e alergias. Na presença de qualquer um desses sintomas, entre em contato com seu oftalmologista.